TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E A DOSAGEM DE IMUNOSSUPRESSORES POR HPLC E LC-MS/MS

TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E A DOSAGEM DE IMUNOSSUPRESSORES POR HPLC E LC-MS/MS

A dosagem de imunossupressores desempenha um papel crucial na medicina, especialmente no contexto de transplantes de órgãos e no tratamento de doenças autoimunes. Esses medicamentos são fundamentais para suprimir a resposta imunológica do corpo, evitando rejeições de órgãos transplantados e controlando doenças em que o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis. 

A terapia imunossupressora requer um equilíbrio delicado entre manter a eficácia do tratamento e evitar efeitos colaterais tóxicos. Dosagens inadequadas podem resultar em rejeições de órgãos ou ineficácia no controle de doenças autoimunes, ao passo que dosagens excessivas têm potencial para gerar toxicidade e prejudicar a saúde geral do paciente. O êxito de transplantes de órgãos é inextricavelmente ligado à seleção precisa de imunossupressores em doses apropriadas. No entanto, a significativa variação intra e interindividual na farmacocinética dos agentes imunossupressores, aliada a seus estreitos índices terapêuticos e alta toxicidade, enfatiza a imperatividade da individualização e otimização da terapia.

A precisão na dosagem desses medicamentos é essencial para ajustar as terapias de acordo com as necessidades individuais de cada paciente. Métodos analíticos avançados, como a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC) e a Espectrometria de Massas em Tandem (LC-MS/MS), possibilitam a quantificação exata dos níveis de imunossupressores no sangue, permitindo aos médicos tomar decisões informadas sobre a dose ideal.

Além disso, a dosagem de imunossupressores é particularmente relevante para pacientes que recebem transplantes de órgãos, onde a manutenção da função do órgão transplantado é vital para a qualidade de vida e sobrevivência do paciente. Monitorar as concentrações de imunossupressores ao longo do tempo permite aos médicos fazer ajustes conforme necessário, adaptando-se às variações individuais de metabolismo e resposta ao tratamento.

Os imunossupressores de uso mais frequente são ciclosporina A, tacrolimus, sirolimus e everolimus.

A ciclosporina A tem seu efeito imunossupressor induzido pela redução seletiva da produção de linfocinas (interleucina-2, interferon-ɣ) resultando em uma inibição reversível do linfócito-T antígeno específico.  Devido a estreita faixa terapêutica e variável biodisponibilidade, a terapia com ciclosporina A deve ser acompanhada regularmente pelo monitoramento dos níveis sanguíneos. O tacrolimus tem sua estrutura significativamente diferente da ciclosporina A. Seu mecanismo de ação envolve a inibição da calcineurina, sendo mais eficaz e possuindo menos efeitos colaterais do que a primeira. Por isso, o tacrolimus é utilizado como terapia de resgate para reações de rejeição sob a ciclosporina A.

O sirolimus tem como mecanismo de ação a inibição da transdução de sinal da serina/treonina quinase multifuncional TORm, suprimindo a proliferação de linfócitos T. Ele é frequentemente administrado em combinação com a ciclosporina A e glicocorticoides após transplantes de rim, com a ciclosporina sendo descontinuada após um período de 2-3 meses. Já o everolimus é um derivado do sirolimus e possui o mesmo mecanismo de ação. Em comparação ao sirolimus, pode ser distinguido por uma menor meia-vida, melhor absorção oral e eliminação mais rápida.

Para a análise quantitativa dos imunossupressores ciclosporina A, tacrolimus, sirolimus e everolimus, a determinação por LC-MS/MS deve ser priorizada uma vez que métodos imunológicos podem diferir significativamente em seletividade e especificidade, e às vezes medir metábolitos não efetivos.

O Grupo Kovalent oferece o kit de reagentes da Chromsystems para análise de imunossupressores por LC-MS/MS em duas versões: a versão clássica, e a versão One Minute, cujo preparo de amostras pode ser automatizado, e o tempo de corrida varia de 1 a 2 minutos, dependendo do equipamento utilizado.

O kit possui todos os reagentes necessários para o preparo das amostras, fases móveis e solução de lavagem. O preparo de amostras é limitado a um simples processo de precipitação de proteína. Os analitos são enriquecidos, e as substâncias interferentes são removidas por uma coluna “trap”. Além disso, o uso de padrões internos isotopicamente marcados (deuterados) garantem a precisão e robustez do método, além de compensar efeitos matriz (como supressão de íons). Controles, calibradores e colunas também estão disponíveis para venda separadamente.

O ácido micofenólico (MPA) é o metabólito ativo do imunossupressor micofenolato de mofetila (MMF), droga que tem tido um uso crescente na prevenção de rejeição pós transplantes. Testes clínicos com o MMF para o tratamento de doenças autoimunes como estados inflamatórios crônicos da pele, olhos e sistema digestório (por exemplo, doença de Crohn) também foram realizados com sucesso. Normalmente, o MMF é utilizado em terapia combinada com ciclosporina, tacrolimus ou corticosteroides, servindo como um substituo da droga azatioprina.

Apesar do MMF ser bem tolerado, alguns efeitos colaterais como náusea, diarreia e também mudanças na contagem sanguínea podem ser observados. A determinação regular dos níveis plasmáticos do ácido micofenólico pode reduzir o risco de superdosagem e permitir um maior controle dos efeitos colaterais. Além disso, a análise permite o monitoramento e a manutenção do comprometimento do paciente, assegurando uma terapia eficaz.

A análise do ácido micofenólico em soro/plasma pode ser realizada através do kit de reagentes da Chromsystems, fornecido pelo Grupo Kovalent. Esta análise requer um simples sistema de HPLC isocrático com detector UV. Com um simples preparo de amostras e nenhuma interferência, os resultados podem ser obtidos em um intervalo de 8 a 9 minutos.

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Referências:

XU, H. et al. Simultaneous determination of immunosuppressants in whole blood using high-performance liquid chromatography coupled with tandem mass spectrometry. In: JOURNAL OF CHROMATOGRAPHY B, v. 1174, p. 122719, 2021.

BEDIRLI, A. et al. Development and validation of a high-performance liquid chromatography method for determination of mycophenolate mofetil in kidney transplant recipients. In: THERAPEUTIC DRUG MONITORING, v. 41, n. 3, p. 386-391, 2019.

SANTOS APP, MENDONÇA-SILVA DL. Controle terapêutico no transplante renal: estratégia de promoção do uso racional de imunossupressores, 2010.

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